Apresentação do Senhor (Festa)

Conforme o Missal Romano, 3ª Edição, página 670:

Esta festa da Apresentação de Jesus no Templo (cf. Lc 2,21-35) teve origem no Oriente com o nome de "Hipapante", isto é, "Encontro". No séc. VI, estendeu-se ao Ocidente com desdobramentos próprios: em Roma, com caráter mais penitencial e, na Gália, com a solene bênção e procissão das velas, que desenvolve o símbolo da luz e deu origem ao termo "Candelária". No sinal visível das velas, a Igreja encontra e acolhe, na fé, aquele que é a "a luz dos homens" e o anuncia a todas as nações. "Evoca-se, ao mesmo tempo, a memória do Filho e de sua Mãe; quer dizer, é a celebração de um mistério da Salvação operado por Cristo, em que a Virgem Santíssima esteve a ele intimamente unida, como Mãe do Servo sofredor e ícone do novo Povo de Deus" (cf. Maria/is Cultus, 7).

BÊNÇÃO E PROCISSÃO DAS VELAS
PRIMEIRA FORMA: PROCISSÃO

1. Na hora conveniente, os fiéis se reúnem numa igreja menor ou em outro lugar adequado, fora da igreja à qual se dirige a procissão. Trazem nas mãos velas ainda não acesas.

2. Aproxima-se o sacerdote com os ministros, em vestes sagradas de cor branca como para a Missa. Em lugar da casula, o sacerdote poderá usar o pluvial até o fim da procissão.

3. Enquanto se acendem as velas, canta-se a seguinte antífona ou outro canto apropriado:
Eis que o Senhor virá com poder
para iluminar os olhos de seus servos, aleluia.

4. Terminado o canto, o sacerdote, voltado para o povo, diz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; depois saúda o povo, como de costume, e faz uma exortação introdutória, convidando os fiéis a celebrarem de modo ativo e consciente o rito da festa, com estas palavras ou outras semelhantes:

Irmãos e irmãs, há quarenta dias celebrávamos com alegria o
Natal do Senhor. Hoje chegou o dia em que Jesus foi apresentado
ao templo por Maria e José. Exteriormente cumpriu a lei, mas na
realidade veio ao encontro do seu povo fiel. Impulsionados pelo
Espírito Santo, o velho Simeão e a profetisa Ana vieram também
ao templo. Iluminados pelo mesmo Espírito, reconheceram o seu
Senhor e o anunciaram com júbilo. Assim também nós, congregados
pelo Espírito Santo, vamos nos dirigir à casa de Deus, ao encontro
de Cristo. Nós o encontraremos e o reconheceremos na fração do
pão, enquanto esperamos a sua vinda na glória.

5. Depois da exortação, o sacerdote, de braços abertos,, benze as velas, dizendo:

Oremos.
Deus, fonte e origem de toda luz,
que hoje mostrastes ao justo Simeão
a luz que ilumina as nações,
nós vos pedimos humildemente:
santificai com a vossa + bênção estas velas
e atendei as preces do vosso povo que se reuniu,
trazendo-as para o louvor do vosso nome.
Fazei que, seguindo o caminho da virtude,
possamos chegar à luz que não se apaga,
Jesus Cristo, que vive e reina pelos séculos dos séculos.
R. Amém
.

Ou:

Oremos.
Ó Deus, luz verdadeira
autor e doador da luz eterna,
infundi nos corações dos vossos fiéis
a claridade da luz que não se apaga,
para que, iluminados neste templo santo,
pelo fulgor destas velas,
possam chegar felizes à luz da vossa glória.
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém.

Asperge as velas com água benta, em silêncio, e coloca o incenso para a procissão.

6. O sacerdote recebe do diácono ou outro ministro a vela acesa preparada para ele e inicia-se a procissão, com o convite do diácono (ou, na falta dele, do próprio sacerdote):
Vamos em paz ao encontro do Senhor.

Ou:
Sigamos em paz.

Neste caso todos respondem:
Em nome de Cristo. Amém

7. Todos levam velas acesas. Durante a procissão, canta-se urna das seguintes antífonas: "Uma luz que brilhará", com o cântico de Simeão (Lc 2,29-32), "Adorna tua morada", ou outro canto adequado.

(I)
Ant.: Uma luz que brilhará para os gentios
e para a glória de Israel, o vosso povo.

- Deixai, agora, vosso servo ir em paz,*
conforme prometestes, ó Senhor.

- Pois meus olhos viram vossa salvação.*
Que preparastes ante a face das nações.

(II)
Adorna tua morada, ó Sião, e recebe o Cristo Rei,
acolhe com afeição Maria, que é a porta do céu.
Ela traz consigo o Rei da glória, da nova luz;
permanecendo Virgem,
traz nas mãos o Filho gerado antes da aurora.
Simeão, recebendo-o em seus braços, anuncia aos povos:
este é o Senhor da vida e da morte, é o Salvador do mundo.

8. Ao entrar a procissão na igreja, canta-se a antífona da entrada da Missa. Chegando ao altar, o sacerdote o saúda e, se for oportuno, o incensa. Em seguida, vai à cadeira e, se usou o pluvial, troca-o pela casula. Depois do canto do Glória, diz a Coleta e a Missa prossegue do modo habitual.

SEGUNDA FORMA: ENTRADA SOLENE

9. Onde não pode haver a procissão, os fiéis reúnem-se na igreja com as velas nas mãos. O sacerdote, em vestes sagradas de cor branca como para a Missa, com os ministros e uma delegação de fiéis, dirige-se a um lugar apropriado, quer diante da porta da igreja, quer no seu interior, onde pelo menos grande parte dos fiéis possa participar do rito com facilidade.

10. Quando o sacerdote chega ao lugar designado para a bênção, acendem-se as velas enquanto se canta a antífona "Eis que virá o Senhor (n. 3)" ou outro canto apropriado.

11. Depois da saudação e exortação, o sacerdote benze as velas, como acima (n. 4-5), e faz-se a procissão até o altar, com canto (n. 6-7). Na Missa, observe-se o que foi dito no n. 8.

MISSA

Antífona da entrada no Missal (Cf. SI 47,10-11)
Recebemos, Senhor, vossa misericórdia
no meio do vosso templo.
Como vosso nome, ó Deus,
assim vosso louvor ressoa até os confins da terra;
vossa destra está cheia de justiça

Antífona da Entrada no Gradual Simples
Ó Deus, recordamos a vossa misericórdia
em meio de vosso Templo

Por ser uma Festa, diz-se (canta-se) o Glória.

Antífona de Ofertório no Gradual Simples (Cf. SI 45(44),3)
Espalhou-se a graça em vossos lábios
por isso abençoou-vos Deus para sempre

Antífona da Comunhão no Missal (Cf. Lc 2, 30-31)
Meus olhos viram vossa salvação
que preparastes ante a face das nações

Antífona da Comunhão no Gradual Simples (Cf. Lc 2, 30-31)
Fora revelado à Simeão pelo Espírito Santo
que não veria a morte sem ter visto o Senhor