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CORDEIRO DE DEUS

O sacerdote faz a fração do pão e coloca uma parte da hóstia no cálice, para significar a unidade do Corpo e do Sangue do Senhor na obra da salvação, ou seja, do Corpo vivente e gloriosos de Cristo Jesus. O grupo de cantores ou o cantor ordinariamente canta ou, ao menos, diz em voz alta, a súplica do Cordeiro de Deus, à qual o povo responde (IGMR 83).

Diferentemente do Santo, o Cordeiro de Deus (ou Agnus Dei) não pertence à Oração Eucarística, mas ao rito da comunhão. Ainda pela IGMR 83, a invocação acompanha a fração do pão; por isso, pode-se repetir quantas vezes for necessário até o final do rito. A última vez conclui-se com as palavras: "dai-nos a paz".

O texto do Agnus Dei é uma síntese de grandes temas da Escritura:

a) O Cordeiro pascal (Êx 12): O cordeiro imolado na Páscoa judaica, cujo sangue salva o povo da morte, é a principal figura de Cristo.

b) O Servo sofredor (Is 53,7): “Como cordeiro levado ao matadouro, ele não abriu a boca.”

A tradição cristã sempre interpretou esse texto como profecia da Paixão.

c) O testemunho de João Batista (Jo 1,29): “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

Essa aclamação identifica explicitamente Jesus como o sacrifício redentor definitivo.

d) O Cordeiro glorioso do Apocalipse (Ap 5; 7; 19): No Apocalipse, o Cordeiro está vivo, glorioso e adorado no céu, unindo sacrifício e vitória.

Assim como no caso do Glória e Santo, o seu texto não pode ser alterado. O único texto possível (no Brasil) para o Cordeiro de Deus, de acordo com o Missal Romano (3ª Edição) é o seguinte:

Cordeiro de Deus,
gue tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus,
gue tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus,
gue tirais o pecado do mundo,
dai-nos a paz.

Exemplos: