Ceia do Senhor

“Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: ‘Tomai, isto é o meu corpo’” (Mc 14,22).

Missal Romano (a partir da página 246)

1. A Missa da Ceia do Senhor seja celebrada à noite, na hora mais oportuna, com plena participação de toda a comunidade local. Nela, todos os sacerdotes e ministros exercem suas respectivas funções.

2. Todos os sacerdotes podem concelebrar, mesmo que já tenham concelebrado, neste dia, a Missa do Crisma ou devam celebrar outra Missa para o bem dos fiéis.

3. Mas onde uma razão pastoral o exigir, o Ordinário do lugar poderá permitir que se celebre outra Missa, em igrejas e oratórios à tarde e, em caso de verdadeira necessidade, também pela manhã, mas somente para os fiéis que não possam absolutamente participar da Missa vespertina. Cuide-se, porém, que tais celebrações não se façam em favor de determinadas pessoas ou pequenos grupos especiais, em prejuízo da Missa vespertina.

4. A sagrada Comunhão só pode ser dada aos fiéis dentro da Missa, mas pode ser levada a qualquer hora aos doentes.

5. O altar seja enfeitado com flores com a moderação que convém à índole deste dia. O tabernáculo esteja totalmente vazio; para a sagrada Comunhão do clero e do povo hoje e amanhã, consagre-se quantidade suficiente de pão nesta Missa.

7. Diz-se o Glória. Durante o hino, tocam-se os sinos, que depois permanecerão silenciosos até o Glória da Vigília Pascal, a não ser que o Bispo diocesano determine outra coisa. No mesmo período, o órgão e os outros instrumentos musicais podem ser utilizados somente para sustentar o canto.

13. Depois do lava-pés, o sacerdote lava e enxuga as mãos, retoma a casula e volta à cadeira, de onde preside a oração dos fiéis. Omite-se o Creio.

37. Terminada a oração depois da comunhão, o sacerdote, de pé, põe e abençoa o incenso no turíbulo e, ajoelhado, incensa três vezes o Santíssimo Sacramento. Recebe o véu umeral de cor branca, levanta-se, toma o cibório e o cobre com as extremidades do véu.

38. Forma-se a procissão da transladação do Santíssimo Sacramento, com tochas e incenso, pela igreja ao lugar da reposição, preparado em a1guma parte da igreja ou numa capela convenientemente ornada. À frente vai um ministro leigo com a cruz entre dois outros com castiçais acesos; seguem-se outros levando velas acesas; diante do sacerdote que leva o Santíssimo Sacramento, vai o turiferário com o turíbulo fumegante. Durante a procissão, canta-se o hino "Vamos todos louvar juntos" (exceto as duas últimas estrofes) ou outro canto eucarístico.