Corpus Christi (Solenidade)

Conforme o Missal Romano, 3ª Edição, página 420: Onde a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo não for dia de preceito na quinta­-feira, ela será celebrada, como no seu dia próprio, no domingo depois da Santíssima Trindade.

Antes de passar ao repertório, é essencial compreender o sentido da liturgia deste dia. Com a palavra, Dom José Falcão:

MISSA

Antífona da entrada no Missal (Cf. SI 80,17)
O Senhor os alimentou com a flor do trigo
e com o mel do rochedo os saciou.

Antífona da Entrada no Gradual Simples
Sacerdote para sempre, Cristo o Senhor
segundo a ordem de Melquisedec
Pão e vinho ofereceu, aleluia!

Por ser uma Solenidade, diz-se (canta-se) o Glória.

Primeira Leitura
Ano A - Dt 8,2-3.14b-16a
Ano B - Ex 24,3-8
Ano C - Gn 14,18-20

Salmo
Ano A - Sl 147(147B),12-13.14-15.19-20 (R. 12)
Ano B - Sl 115(116),12-13.15.16bc.17-18 (R. 13)
Ano C - Sl 109(110),1.2.3.4 (R. 4bc)

ANO A

ANO B

ANO C

Segunda Leitura
Ano A - 1Cor 10,16-17
Ano B - Hb 9,11-15
Ano C - 1Cor 11,23-26

Sequência de Corpus Christi
Após a segunda leitura, do coro, canta-se a Sequência de Corpus Christi. Nesta solenidade, a sequência é opcional (IGMR, 64 e 309).

(Na forma mais longa; ou na forma abreviada, a partir de: ** Eis o pão...)

Terra, exulta de alegria,
louva teu pastor e guia
com teus hinos, tua voz!

Tanto possas, tanto ouses,
em louvá-lo não repouses:
sempre excede o teu louvor!

Hoje a Igreja te convida:
ao pão vivo que dá vida
vem com ela celebrar!

Este pão, que o mundo o creia!
por Jesus, na santa ceia,
foi entregue aos que escolheu.

Nosso júbilo cantemos,
nosso amor manifestemos,
pois transborda o coração!

Quão solene a festa, o dia,
que da santa Eucaristia
nos recorda a instituição!

Novo Rei e nova mesa,
nova Páscoa e realeza,
foi-se a Páscoa dos judeus.

Era sombra o antigo povo,
o que é velho cede ao novo:
foge a noite, chega a luz.

O que o Cristo fez na ceia,
manda à Igreja que o rodeia
repeti-lo até voltar.

Seu preceito conhecemos:
pão e vinho consagremos
para nossa salvação.

Faz-se carne o pão de trigo,
faz-se sangue o vinho amigo:
deve-o crer todo cristão.

Se não vês nem compreendes,
gosto e vista tu transcendes,
elevado pela fé.

Pão e vinho, eis o que vemos;
mas ao Cristo é que nós temos
em tão ínfimos sinais...

Alimento verdadeiro,
permanece o Cristo inteiro
quer no vinho, quer no pão.

É por todos recebido,
não em parte ou dividido,
pois inteiro é que se dá!

Um ou mil comungam dele,
tanto este quanto aquele:
multiplica-se o Senhor.

Dá-se ao bom como ao perverso,
mas o efeito é bem diverso:
vida e morte traz em si...

Pensa bem: igual comida,
se ao que é bom enche de vida,
traz a morte para o mau.

Eis a hóstia dividida...
Quem hesita, quem duvida?
Como é toda o autor da vida,
a partícula também.

Jesus não é atingido:
o sinal é que é partido;
mas não é diminuído,
nem se muda o que contém.

**Eis o pão que os anjos comem
transformado em pão do homem;
só os filhos o consomem:
não será lançado aos cães!

Em sinais prefigurado,
por Abraão foi imolado,
no cordeiro aos pais foi dado,
no deserto foi maná...

Bom pastor, pão de verdade,
piedade, ó Jesus, piedade,
conservai-nos na unidade,
extingui nossa orfandade,
transportai-nos para o Pai!

Aos mortais dando comida,
dais também o pão da vida;
que a família assim nutrida
seja um dia reunida
aos convivas lá do céu!

Antífona de Ofertório no Gradual Simples (Cf. Sb 16,20)
Com o manjar dos anjos saciastes o vosso povo
e o pão celeste a ele vós destes, aleluia!

Antífona da Comunhão no Missal (Cf. Jo 6, 56)
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue,
permanece em mim e eu nele, diz o Senhor.

Antífona da Comunhão no Gradual Simples (Cf. Jo 6,51)
Eu sou o pão vivo que do céu desci, aleluia.

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Márcio Nascimento (@mharcius23)

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